É comum encontrar nas redes sociais e em práticas populares o uso de alho em preparos caseiros, como chás e xaropes, especialmente para aliviar sintomas de gripe, resfriado, dor de garganta e tosse. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre os riscos de substituir antibióticos por esse tipo de alternativa. Segundo a agência, apesar de o alho possuir compostos com possíveis efeitos benéficos ao organismo, não há comprovação científica de que ele possa tratar infecções bacterianas ou substituir medicamentos como antibióticos prescritos em farmácias. VEJA MAIS 3 simpatias com alho: como afastar o azar, a inveja e a energia pesada Ingrediente comum na cozinha é usado em rituais ancestrais e retorna ao foco como amuleto para purificar o campo energético e proteger a casa Alho e cebola afastam insetos? Saiba se eles podem proteger sua casa Além de serem alternativas sustentáveis aos inseticidas químicos, o uso de alho e cebola como repelentes naturais é uma prática acessível e segura para proteger sua casa e horta. “Antibiótico natural” não é reconhecido cientificamente O alho contém substâncias como a alicina, associada a propriedades antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias. Mesmo assim, a Anvisa reforça que esses efeitos não configuram ação antibiótica capaz de combater infecções. A ideia de que o alimento funcionaria como um “antibiótico natural” ganhou popularidade na internet, mas, segundo o órgão, essa interpretação não tem respaldo científico e pode levar ao abandono de tratamentos médicos adequados. Risco de substituir tratamento médico De acordo com a Anvisa, o uso de receitas caseiras no lugar de antibióticos pode representar risco à saúde, já que infecções bacterianas precisam de diagnóstico e tratamento específico. A agência destaca ainda que medicamentos aprovados passam por um rigoroso processo de avaliação, que inclui testes de qualidade, segurança e eficácia antes de serem liberados para uso pela população. A orientação é que qualquer suspeita de infecção seja avaliada por um profissional de saúde. Apenas medicamentos prescritos por médicos devem ser utilizados no tratamento, evitando a automedicação e a substituição por soluções sem comprovação científica.