Você costuma acordar tarde na maioria das vezes? Um estudo publicado no Jornal da Associação Americana de Diretores Médicos identificou que dormir em excesso pode trazer diversos riscos à saúde de homens idosos. Entre essas ameças, estão que homens com idade 60+ que dormem mais de nove horas por dia possuem o maior risco de perder a mobilidade dos membros, de serem hospitalizados e de até morrerem. Segundo os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da University College London (Reino Unido), os dados incluem 1.582 homens e 1.626 mulheres com 60 anos, mas os resultados apontaram maiores consequências aos homens. O professor de Gerontologia da UFSCar e autor do estudo, Tiago da Silva Alexandre, explica que o maior risco está no comprometimento da liberação de testosterona. “Embora durmam mais horas, essas pessoas tendem a ter um sono mais fragmentado e com menos fases profundas. Esse tipo de sono de alta quantidade de horas, mas de baixa qualidade, com muitas interrupções, compromete a liberação de testosterona, um hormônio essencial para a manutenção da massa muscular, sobretudo em homens, acelerando assim a perda de velocidade da caminhada”, disse à Agência Fapesp. VEJA MAIS Pode comer a tripinha do camarão? Saiba se faz mal e como tirar de forma fácil A linha preta do camarão, que é o trato digestivo, pode ter resíduos e textura arenosa, comprometendo a experiência gastronômica; veja como remover facilmente Faz mal dormir com celular na cama? Tem radiação? Entenda os riscos e o que fazer A interferência dos dispositivos não é apenas uma questão psicológica ou de distração, mas contém base fisiológica Faz mal se exercitar na chuva? Especialista diz se há riscos dessa prática para a saúde Com o inverno amazônico na capital paraense, as pessoas costumam encontrar dificuldade para praticar exercícios físicos no período das tardes e noites Dormir em excesso pode causar um processo de inflamação crônica Para os pesquisadores, além dos perigos relacionados às questões hormonais, o sono em escesso pode intensificar o processo de inflamação crônica, o que pode resultar na redução da força e da massa muscular. “Costuma-se dizer que ter músculo é ter saúde e, na velhice, isso não é diferente. Isso acontece porque o sistema imunológico e o sistema endócrino são mediados pelo sistema muscular”, explicou Alexandre. “Para o idoso, que fisiologicamente tende a dormir menos e ter mais cochilos diurnos, dormir mais de nove horas à noite é um padrão incomum, que pode sugerir vulnerabilidade clínica. Por isso, o estudo reforça a necessidade de considerar o sono prolongado como um marcador clínico específico de risco para homens idosos”, finalizou o pesquisador Tiago da Silva Alexandre. (Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)