Leandro Souza de Andrade, conhecido como “Léo” ou “Leandrinho”, e Antônio Daniel de Jesus da Silva, o “Bacalhau”, morrem durante uma operação da Polícia Civil na noite de quarta-feira (14/5), no bairro Diamantino, em Santarém, região oeste do Pará. A ação, que contou com o apoio da Polícia Militar, também resultou na prisão de uma mulher, identificada como Cleuciane Colares Pedroso. Denúncias levaram os policiais até uma residência onde estariam escondidos integrantes de um grupo criminoso investigado por envolvimento em homicídios. O imóvel já vinha sendo monitorado pelos agentes. Desta vez, a PC confirmou a presença dos suspeitos no local e que eles estavam armados. Conforme as autoridades, a suspeita é de que eles iriam praticar alguma ação criminosa. Porém, durante a ação, houve confronto armado. “Bacalhau” e “Leandrinho” foram alvejados e atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Porém, os dois não resistiram aos ferimentos e morreram no local, onde os agentes apreenderam várias munições, armas de fogo e até uma placa de um veículo. Tudo deve ser periciado para investigar o possível envolvimento com crimes registrados anteriormente. VEJA MAIS 'Abobrinha' morre durante ação policial em Igarapé-Açu O delegado Felipe Silva explicou que houve confronto com o suspeito na travessa Santo Antônio Suspeito de participar da morte de cabo da PM morre durante ação policial em Mosqueiro O tenente-coronel Alexandre, comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), conversou com a Redação Integrada de O Liberal e deu mais detalhes do caso Em Santarém, homem é morto com mais de 10 tiros ao chegar de churrasquinho com a família Cerca de três homens em um carro preto, que desceram e efetuaram os disparos contra a vítima, que ainda tentou fugir Outros dois homens que estavam na casa conseguiram fugir, conforme o Portal Giro. Cleuciane, que também estava no imóvel, foi detida. Após o confronto, houve uma coletiva de imprensa da Polícia Civil. A delegada Raissa Beleboni, que deu mais detalhes do caso, também citou as razões por trás da prisão da suspeita. “Nós identificamos que, por se tratar de um grupo, havia essa divisão de tarefas. Nesse caso, ela passa a ser responsável por parte dos objetos encontrados na residência. Então vai ser feito o procedimento flagrancial em relação a ela como integrante desse grupo”, explicou. “Em relação aos homicídios, nós não temos indicativo da presença feminina, pelo menos nas execuções diretas a gente percebe sempre a presença masculina. A exata participação será apurada ao longo do procedimento policial que vai ser feito pela equipe plantonista. Mas neste momento ela vai responder sobre os objetos que foram encontrados na residência”, acrescentou.