O Pará alcançou 93,5% dos domicílios com acesso à internet em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e revela um avanço considerável para o estado. Este percentual aproxima o estado da média nacional de 95% e representa um aumento expressivo em relação aos 61,1% registrados em 2016. Em números absolutos, cerca de 2,6 milhões de domicílios paraenses estão conectados, contra aproximadamente 76 milhões em todo o Brasil. No Brasil, o percentual de domicílios com acesso à internet passou de 70,8% em 2016 para 95% em 2025. O Pará, nesse período, reduziu a diferença para a média nacional, ampliando seu acesso à rede. O IBGE destaca que, entre 2019 e 2021, houve um aumento no número de domicílios conectados, influenciado pela pandemia de covid-19. A ausência de dados em 2020 e o crescimento do teletrabalho e do ensino remoto contribuíram para esse resultado. Mudanças no acesso e uso de dispositivos A pesquisa também indica que, apesar do aumento geral no acesso à internet, a presença de computadores nos domicílios diminuiu. Este fato sugere que o telefone celular se tornou o principal equipamento utilizado para acessar a rede. As Smart TVs também passaram a ser usadas com mais frequência para essa finalidade. Esta mudança reflete um novo perfil de consumo de conteúdo e conectividade entre os brasileiros. Expansão de usuários e inclusão digital Aqui está a transformação desses dados em uma lista otimizada para SEO. A estrutura utiliza tópicos diretos, formatação escaneável (bullet points e negritos) e termos-chave que facilitam a leitura tanto por usuários quanto pelos motores de busca. Estatísticas do uso de internet no Brasil Recorde histórico: o número de internautas no Brasil atingiu 168,7 milhões no final de 2025. Inclusão digital: pela primeira vez, a média nacional ultrapassou a marca histórica de 90%, alcançando 90,5% da população com 10 anos ou mais. Crescimento anual: houve um aumento de 1,3 ponto percentual em comparação a 2024, quando o índice era de 89,2%. Uso diário: a conexão diária é uma realidade consolidada para 95,6% dos usuários no país. Inclusão digital: zona urbana vs. zona rural O levantamento aponta uma importante redução na desigualdade de acesso entre o campo e a cidade: Avanço no campo (2024-2025): O uso da internet na área rural cresceu 1,9 p.p., superando o ritmo de crescimento da área urbana (1,2 p.p.) no mesmo período. Evolução de longo prazo (desde 2019): Nas áreas urbanas, o percentual de usuários subiu 8,0 p.p. Nas áreas rurais, a expansão foi de impressionantes 28,5 p.p., estreitando significativamente a lacuna digital. Barreira da desconexão Apesar do avanço, uma parcela da população ainda permanece offline: População desconectada: cerca de 17,7 milhões de pessoas (9,5% da população acima de 10 anos) não utilizaram a rede no período. Ritmo de queda da exclusão: o número de pessoas sem acesso vem caindo de forma constante nos últimos anos: 2019: 36,7 milhões (20,6% da população); 2024: 20,0 milhões (10,8% da população); 2025: 17,7 milhões (9,5% da população). Metodologia da pesquisa A PNAD Contínua investigou o módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no quarto trimestre de 2025. Foram abordados diversos temas para o levantamento dos dados. Os temas pesquisados incluíram acesso à internet e à televisão; existência de telefone e outros equipamentos como microcomputador, tablet e rádio nos domicílios particulares permanentes. Também foram analisados o acesso à internet e a posse de telefone móvel celular para uso pessoal entre pessoas de 10 anos ou mais de idade. Perfil do acesso à televisão no Pará Presença nos lares paraenses: em 2025, 87,2% dos domicílios no Pará possuíam televisão. O índice coloca o estado abaixo da média nacional, que é de 93,9%. Volume de aparelhos: o estado registrou cerca de 2,4 milhões de residências com televisores, enquanto aproximadamente 355 mil lares não possuíam o equipamento. Tendência de queda: a presença da TV nos lares paraenses vem recuando a longo prazo. Em 2016, o aparelho estava presente em 93% dos domicílios do estado. Os dados do IBGE mostram uma substituição quase completa das tecnologias de exibição no estado entre 2016 e 2025: Televisores de tela fina (Smart TVs e LED/LCD): tiveram um salto expressivo, passando de 45,5% para 95% dos lares paraenses. Televisores de tubo: praticamente desapareceram do mercado e das residências, despencando de 45,1% para apenas 4,4% no mesmo período. A era do streaming e queda da TV aberta Queda na TV aberta: em 2025, o sinal de TV aberta (analógico ou digital) chegava a 1,9 milhão de domicílios paraenses. Isso representa 80,2% das residências com TV, uma queda acentuada em comparação aos 93,1% registrados em 2022. Boom do streaming: as plataformas de streaming já superam a TV paga por ampla margem, estando presentes em 35,8% dos lares com TV (cerca de 869 mil residências). Declínio da TV por Assinatura: O serviço de TV paga encolheu no estado, caindo de 19,2% em 2016 para apenas 14,8% em 2025. Domínio do celular e retração do rádio Soberania do celular: o smartphone é o principal dispositivo de comunicação do Pará, presente em 96,6% das residências (cerca de 2,7 milhões de lares). Fim da linha fixa: o telefone fixo residencial está em vias de extinção, desabando de 8,7% em 2016 para apenas 1,6% em 2025. Cobertura de rede: o acesso à rede móvel expandiu no estado, cobrindo 85,1% dos domicílios em 2025 (contra 79,8% em 2016). Acesso a PCs: apenas 25,1% dos lares paraenses possuem computador ou tablet (cerca de 715 mil residências). Dispositivos isolados: analisados separadamente, os computadores estão presentes em 23,8% dos lares e os tablets em apenas 5,9%. Rádio em queda livre: a presença de aparelhos de rádio nos lares paraenses caiu de 50% em 2022 para 38,3% em 2025. Em números absolutos, o total recuou de 1,3 milhão para 1,1 milhão de residências. Casa inteligente e dispositivos conectados No Pará, o uso de dispositivos inteligentes (como lâmpadas conectadas, caixas de som, câmeras e ar-condicionado com Wi-Fi) subiu de 10,9% em 2021 para 12,9% em 2025. Embora o Pará esteja avançando na automação residencial, o índice ainda segue abaixo da média do Brasil, onde a presença desses eletrônicos saltou de 14,3% para 20,2% no mesmo período.