Brasil e Haiti se enfrentam pela primeira vez em uma Copa do Mundo nesta sexta-feira (19). No Grupo C, ambas as seleções buscam a primeira vitória no Mundial. Conectados pela paixão pelo futebol, para muitos haitianos o duelo de hoje vai além de uma simples partida. É um encontro carregado de simbolismo, identidade e emoção, como destacou Milius Guerrier, que vive em Belém desde 2023 e atualmente cursa doutorado em Psicologia Social na Universidade Federal do Pará (UFPA). Em entrevista ao Núcleo de Esporte de O Liberal, Milius destacou que acompanha com entusiasmo a participação da seleção de seu país na Copa do Mundo. Apesar da admiração pelo futebol brasileiro, a torcida nesta sexta-feira é para o Haiti. "Estou muito feliz. Sou torcedor do Brasil, mas hoje a primeira opção é o Haiti. Para nós, esse jogo representa muito. É um jogo de resistência", afirmou. VEJA MAIS Mercúrio retrógrado afeta a Copa do Mundo? Entenda a relação Mercúrio retrógrado levanta dúvidas sobre possíveis impactos na Copa do Mundo. Veja o que diz a astrologia sobre comunicação, organização e bastidores do torneio Copa do Mundo movimenta bares e restaurantes de Belém para transmissão dos jogos Pesquisa da Abrasel aponta que 80% dos estabelecimentos que vão transmitir os jogos esperam crescimento no fluxo de clientes durante a competição Como joga o Haiti, adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026 Tecnicamente mais frágil que os rivais do grupo, a equipe haitiana prioriza a defesa para depois sair em velocidade, utilizando também o trabalho de pivô do centroavante Frantzdy Pierrot Milius contou que a relação dos haitianos com o Brasil é de muita admiração, especialmente por conta do futebol. O doutorando lembrou do amistoso realizado entre as seleções em 2004, em Porto Príncipe, capital haitiana. Na época, a partida ficou conhecida como ‘Jogo da Paz’, e a Seleção Brasileira venceu por 6 a 0. "Os haitianos amam muito o Brasil. Aquela visita da Seleção em 2004 marcou a gente. O povo haitiano ama muito, muito o Brasil. E, por isso, eu estou feliz mesmo de estar aqui", destacou. Mesmo com esse sentimento, o confronto desta sexta-feira desperta um orgulho especial. O estudante destacou a importância da participação haitiana no cenário internacional do futebol, especialmente após décadas de dificuldades enfrentadas pelo país dentro e fora dos gramados. "Nós, haitianos, passamos 52 anos sem jogar futebol e, hoje, para nós, uma vitória. Hoje, para nós, é um jogo de resistência", apontou. Apesar da admiração pela Seleção Brasileira, Milius demonstra otimismo e aposta em uma surpresa: uma vitória do Haiti. Milius Guerrier, que vive em Belém desde 2023 e atualmente cursa doutorado em Psicologia Social na Universidade Federal do Pará (UFPA). (Arquivo pessoal) "O Haiti vai vencer. A gente queria dar Brasil 1 a 0 só. Porque eu estou no Brasil, os haitianos gostam muito do Brasil, mas, infelizmente, o Brasil vai perder. Desculpa falar isso", brincou. Brasil e Haiti entram em campo nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. O jogo ocorre no estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos, a partir das 21h30. A cobertura O Liberal na Copa envolve todos os veículos do Grupo Liberal, com dezenas de profissionais comprometidos em divulgar as notícias do evento. O projeto tem patrocínio da Agropalma.