O meia Jean-Ricner Bellegarde, referência técnica da seleção do Haiti na Copa do Mundo de 2026, carrega uma trajetória fora do comum no futebol internacional. Nascido na França e atualmente jogador do Wolverhampton (ING), o atleta viveu uma série de episódios marcantes desde o nascimento e só decidiu defender o Haiti na carreira adulta, mesmo tendo ligação familiar com o país. Conheça o camisa 10 haitiano, que enfrenta a Seleção Brasileira nesta sexta-feira (19). Reunimos alguns dos principais fatos que ajudam a explicar por que a história do camisa 10 haitiano chama tanta atenção dentro e fora de campo: Nascimento prematuro e risco de vida: Bellegarde nasceu com apenas seis meses de gestação e em estado crítico, em meio a uma emergência médica que colocou sua sobrevivência em dúvida. Mãe em coma durante o parto: No momento do nascimento, a mãe do jogador estava em coma, o que deixou a situação ainda mais delicada para a família. Nome escolhido por enfermeiros: Sem familiares presentes no hospital, foram os profissionais de saúde que registraram e escolheram o nome Jean-Ricner para o recém-nascido. Origem do nome mantida pela família: Quando a mãe despertou do coma, decidiu manter o nome dado pela equipe médica como forma de gratidão e simbolismo pela sobrevivência de ambos. Nunca esteve no Haiti: Apesar de defender a seleção haitiana, o jogador ainda não pisou no país de origem de sua família devido à instabilidade política e aos conflitos locais. Escolha tardia pela seleção haitiana: Após atuar pelas categorias de base da França, ele decidiu apenas em 2025 representar o Haiti, país de origem do pai. Idolatria por Ronaldinho Gaúcho: O meia cresceu assistindo ao futebol brasileiro e tem Ronaldinho como principal referência técnica. Comparação com N’Golo Kanté: Bellegarde já afirmou se inspirar no estilo de jogo de Kanté e admite ter perfil semelhante ao volante francês. Eliminatórias de destaque: Ele foi peça importante na campanha que levou o Haiti à Copa, participando das seis partidas decisivas da Concacaf. Carreira na Europa: Revelado no Lens, passou pelo Strasbourg e foi contratado pelo Wolverhampton em 2023, consolidando-se no futebol inglês. Uma seleção construída longe de casa O Haiti conseguiu a classificação para a Copa do Mundo mesmo sem poder atuar em seu território, devido à situação de segurança do país. Todos os jogos como mandante foram realizados fora do país, o que reforça ainda mais o simbolismo da campanha liderada por Bellegarde e outros jogadores da geração atual. VEJA MAIS Seleção Brasileira deve ter mudanças para enfrentar o Haiti, indica Ancelotti Técnico confirma alterações na equipe titular, mas mantém mistério sobre os escolhidos para a partida desta sexta-feira, na Filadélfia Brasil x Haiti: odds apontam amplo favoritismo da Seleção na Copa Plataformas indicam mais de 90% de chance de vitória brasileira; Vinícius Júnior lidera mercado de gols para o duelo desta sexta-feira (19) Como joga o Haiti, adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026 Tecnicamente mais frágil que os rivais do grupo, a equipe haitiana prioriza a defesa para depois sair em velocidade, utilizando também o trabalho de pivô do centroavante Frantzdy Pierrot Além do impacto esportivo, o meia também destaca o lado social da trajetória, afirmando que o futebol pode representar esperança para jovens haitianos em meio às dificuldades locais. Brasil x Haiti na Copa do Mundo A seleção haitiana enfrenta o Brasil nesta sexta-feira (19), às 21h30, em partida válida pela fase de grupos. Para Bellegarde, o confronto também representa um encontro com um estilo de futebol que sempre admirou desde a infância. A cobertura O Liberal na Copa envolve todos os veículos do Grupo Liberal, com dezenas de profissionais comprometidos em divulgar as notícias do evento. O projeto tem patrocínio da Agropalma.