À luz de um drible mágico Rompem-se leis da física (a gravidade) Tua magia esquecida num ato trágico De arriscar a vida (banalidade) Enviado à guerra para uma trégua Mas lavou "la plata" de "lo plumbo" Nem se nascesse em Roma ou na Grécia Teria, enfim, tomado um outro rumo A utopia do profissionalismo te engoliu Numa ideia mal acabada de sanidade O campo é o último ato para o covil Numa selva sem leis (arbitrariedade) Só olham os elencos, esquecem da raiz Só olham dividendos, esquecem do motriz Futebol é dos poucos que enfeitam a fachada Verdadeiros dribladores donos da mágica Cresceste em escolas. Cadê a educação? Coração na chuteira. No peito, a solidão Pesca talentos à tarrafa. Nada de anzol E pergunto, afinal: quando foi só futebol?